OAB/RS, juntamente com o movimento Agora Chega, participa de Marcha Contra a Corrupção, em Porto Alegre


15.10.11

Grupo saiu da Redenção em direção à Praça da Matriz

A OAB/RS, integrada ao movimento Agora Chega, participou, no sábado (15), da Marcha Contra a Corrupção, ocorrida em Porto Alegre. Estima-se que aproximadamente 2.500 pessoas, representantes de diversos movimentos sociais, reunidas por meio de redes sociais como Facebook e Twitter, seguiram do Parque da Redenção, até a Praça da Matriz, no Centro da Capital.

O presidente da Ordem gaúcha, Claudio Lamachia, reiterou o caráter apartidário do movimento, que tem como foco principal demonstrar o desejo de mudanças no cenário político nacional.

Grupos minoritários, ligados a partidos políticos, também participaram com bandeiras e camisetas, contrariando acordo firmado na plenária ocorrida no último dia 12. Mesmo assim – e apesar das vaias – não foram registrados quaisquer atos de violência.

O representante da CNBB no RS, Pe. Agostinho Sauthier, manifestou amplo apoio ao movimento, "que visa favorecer a todas as pessoas na busca de uma sociedade melhor do que a que nós temos".

O presidente do Cremers, Fernando Matos Weber, afirmou que o movimento busca de maneira objetiva criar meios para estancar a corrupção, meio pelo qual são desviados recursos fundamentais para a saúde pública no Brasil.

Entre os pontos defendidos pela grande maioria do grupos, estão os cinco itens constantes no manifesto firmado por mais de uma centena de entidades da sociedade civil organizada, durante evento ocorrido no dia 7 de setembro, na sede da OAB/RS. Entre as propostas está a inclusão da corrupção na lei de crimes hediondos, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para acabar com o voto secreto na Câmara Federal e também um regramento para a criação de cargos de confiança.

Além da PEC que proíbe o voto secreto na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e ao PL que inclui a corrupção na Lei dos Crimes Hediondos, o Agora Chega prega a aplicação das disposições da Lei Ficha Limpa em todos os níveis da administração pública; o fim da extensão do foro privilegiado e a revisão dos critérios de sua concessão; e a análise e revisão dos critérios para apresentação de emendas parlamentares individuais ao orçamento da União.

Outros pontos, defendidos também pelos manifestantes, apontavam a necessidade de mais investimentos em educação e melhor direcionamento dos recursos públicos.

Entre os participantes, estiveram os presidentes das subseções de Cachoeirinha, Dorival Ipê; São Leopoldo, João Claudio da Silva; Canoas, Carlos Alberto Maack (vice-presidente); o coordenador das subseções, conselheiro seccional Luiz Eduardo Pellizzer; o coordenador-geral da Comissão de Direitos Humanos (CDH), conselheiro seccional Ricardo Breier; o presidente do Sindicato dos Advogados, Marcus Flavius de Los Santos; o presidente do Cremers, Fernando Matos; e o membro da Comissão de Serviços Públicos (CESP) Claudio Cunha.

O Movimento Agora Chega

O Movimento Agora Chega foi criado em 2007 com o intuito de mobilizar a sociedade civil organizada em defesa da ética e da cidadania. No mesmo ano, um ato público realizado na Esquina Democrática em Porto Alegre reuniu centenas de pessoas, que saíram em marcha pelo Centro da Capital.

O movimento teve repercussão pelo interior do RS, sendo liderado pelas subseções da entidade. No restante do país, estados como Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro, entre outros, também aderiram ao movimento igualmente promovendo marchas e manifestos.

Mais recentemente, o movimento fez campanha e coleta de assinaturas contra a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou de novos tributos que por ventura viessem a substituí-la.

O Agora Chega é um movimento da sociedade civil organizada, com apoio de dezenas de entidades representativas, como conselhos de classe, Associação Brasileira de Imprensa e Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, sem qualquer vinculação com partidos políticos.