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PLC - 06/2007
Presidente da OAB/RS reage indignado frente ao novo adiamento da votação do projeto das férias no Senado
Lamachia diz ser inadmissível e injustificável o reexame da matéria após ficar mais de um ano apenas aguardando votação no Senado. O presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, reagiu com extrema indignação, nesta quarta-feira (15), à notícia de que mais uma vez o Senado Federal adiou a votação do projeto de lei que estabelece a suspensão dos prazos processuais e, desse modo, permite “férias” aos advogados. Para o dirigente, depois de mais de um ano de tramitação, especialmente devido ao excesso de Medidas Provisórias a serem apreciadas, “os parlamentares já teriam tido tempo mais do que suficiente para o exame do projeto, que entrava e saía da pauta de votação sem que os senadores cumprissem o seu papel. O pedido de reexame apenas agora parece relegar a um segundo plano uma matéria de enorme relevância social, já que atinge os mais de 700 mil advogados brasileiros, que devem ter disponível um período de descanso, um direito básico de qualquer trabalhador”. A indignação do presidente da Ordem gaúcha também se deve ao fato de que, desta vez, existe um agravante no adiamento da votação do PLC 06/2007: o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) pediu que a matéria volte para reexame da Comissão de Constituição e Justiça da Casa antes de ir a plenário. “Isto certamente significará mais um atraso absurdo, inaceitável e injustificável na votação do projeto”, criticou o dirigente da OAB/RS.
Na opinião de Lamachia, os senadores estão passando a ideia de que estão mais preocupados em buscar justificativas para os escândalos que têm sido noticiados do que em analisar propostas de interesse público, como o projeto de lei que estabelece a suspensão dos prazos processuais, “dentre outros tantos de grande relevância para o país”. Na prática, disse, “os parlamentares parecem estar transformados em autômatos, que só fazem justificar desmandos administrativos e aprovar as Medidas Provisórias que inundam a pauta de votação do Senado Federal, deixando de lado a apreciação de matérias tão ou ainda mais importantes do que as próprias MPs”.
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