Evento da CEDFS aborda a contribuição do profissional de finanças na Prática Colaborativa


17.06.21

As finanças na Prática Colaborativa foram o tema principal do terceiro encontro online sobre o método alternativo de resolução de conflitos, promovido pela Comissão Especial de Direito de Família e Sucessões (CEDFS). As palestras trouxeram as experiências dos ministrantes e as habilidades necessárias para atuação em casos colaborativos, tanto para a advocacia, quanto para os profissionais de finanças.

O coordenador do GT de Práticas Colaborativas da CEDFS, Cassio Bernardes, foi o organizador e mediador do debate online.

Finanças na Prática Colaborativa

O profissional de finanças é imparcial e traz a análise financeira da situação para que os envolvidos decidam o que é melhor para todos. Os casos de atuação mais comuns tratam de dissolução conjugal, dissolução societária e questões sucessórias.

A contadora e profissional de finanças colaborativas, Cristiane Figueiredo, falou sobre as habilidades necessárias para a atuação em casos colaborativos. Entre elas, Cristiane destacou a comunicação; a negociação; a colaboração; e a interdisciplinaridade. “A equipe interdisciplinar – advogados, profissionais de saúde mental e de finanças – ficam em constante comunicação. Entre os benefícios do método, ressalto a estimativa real dos custos; um processo todo customizado, de acordo com o caso; a curta duração, em torno de 6 a 9 meses; além, é claro, do olhar humano, sistêmico e ampliado que possibilita a preservação das relações continuadas com foco nas pessoas”, explicou.

O economista e profissional de finanças colaborativas, Agenor Lisot, abordou as soluções para as necessidades dos filhos em um divórcio colaborativo. Segundo Lisot, são raras as famílias que apresentam um planejamento financeiro: “Em geral, as pessoas não sabem o quanto devem e o quanto pagam. O profissional de finanças tem esse papel fundamental, que é o de atuar para fazer um levantamento, uma análise de onde estão as receitas, como elas são gastas, como isso irá ficar após a separação e uma projeção do amanhã”, esclareceu.

Encerrando as palestras da noite, a administradora e planejadora financeira, Maria Izabel Montenegro, tratou dos diálogos financeiros: “O profissional de finanças que atua com a prática colaborativa passa por um treinamento em mediação, justamente para trazer o aspecto financeiro também para o lado humano, pois, no final das contas, tudo é emocional. Convidamos ao diálogo, criamos conexões, levando em consideração essa base emocional, adicionando os ingredientes financeiros e tentando suprir as necessidades básicas, psicológicas e de realização pessoal dos envolvidos”, afirmou.

A série de eventos sobre a Prática Colaborativa deve continuar ao longo do ano. Você pode conferir os eventos anteriores da CEDFS sobre o tema no canal da OAB/RS no Youtube.

Confira a íntegra do evento: