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12.05.20  |  15h04

Webinar vai discutir a relação da violência doméstica e a saúde mental


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Durante a pandemia do Coronavírus, o aumento das denúncias de casos, envolvendo violência doméstica, tem preocupado as autoridades e entidades ligadas ao tema. O webinar “A relação da Violência Doméstica com a Saúde Mental” pretende abordar a situação pela perspectiva da saúde mental dos envolvidos. A Comissão Especial da Saúde (CES) se une à Comissão da Mulher Advogada (CMA) para debater o tema no dia 14 de maio, às 19h.

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De acordo com dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública do RS, cerca de 70% dos casos de feminicídios ocorridos em 2019 foram cometidos na residência da vítima ou do agressor. Neste momento de isolamento social, mulheres, crianças e adolescentes estão confinados com o potencial agressor em condições ainda mais vulneráveis do que normalmente. 

Para a presidente interina da CES, Mariana Diefenthäler, uma interface que deve ser considerada diante do aumento da violência doméstica é a da saúde mental. “Estamos diante de um momento excepcional de crise sanitária mundial, em que o isolamento social e outros desdobramentos da crise na saúde repercutem nas emoções e nos comportamentos humanos. Há um incremento da violência doméstica e das dificuldades do convívio familiar”, afirmou.

Mariana explicou, ainda, que a saúde mental de quem sofre a violência e de quem a pratica é relevante para o agravamento de um desfecho. Dessa maneira, o webinar pretende trazer o problema para o viés da psiquiatria e psicologia: “Independente de pandemia, a natureza humana é complexa e regida, segundo a teoria psicanalítica Freudiana, por duas pulsões básicas: Eros (vida) e Tânatos (morte). Assim, reconhecendo o potencial criativo e também destrutivo do ser humano, é necessário olhar para este contexto adverso, que potencializa os aspectos destrutivos nas famílias, em um momento em que a ordem é “fique em casa”. Olhar para a saúde mental é o que queremos ao convidarmos para esse debate”, salientou.

A presidente da CMA, Claudia Sobreiro, ressaltou que a violência contra as mulheres já era considerada uma pandemia global desde 2018 pela Organização das Nações Unidas (ONU), porém não chamava tanto a atenção da sociedade: “Com a pandemia do Coronavírus, a situação se agravou ainda mais. Em alguns estados o aumento de casos de violência chegou a 50%. Os problemas nas famílias que já não viviam bem se agravaram, por causa do convívio em tempo integral”, afirmou Claudia.

Segundo a presidente da CMA, o objetivo de unir as comissões é o de debater o reflexo da saúde mental nos núcleos expostos à violência doméstica: “Sabemos que todos que são expostos à violência doméstica sofrem sequelas psicológicas profundas. A vítima, geralmente, se sente culpada e perde totalmente sua autoestima, além dos filhos, que muitas vezes crescem nesse ambiente de violência e se tornam agressores. Temos que olhar para esse agressor também, para impedir a repetição do ciclo da violência”, enfatizou.

Programação:

19h  – Abertura e mediação com Lucas Lazzaretti (membro da CES)

       – Início da explanação do tema com Mariana Diefenthäler (presidente interina da CES), Claudia Sobreiro (presidente da CMA) e Patrícia Lago (psiquiatra).

20h  – Encerramento

 

 

 

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