CDTI

COMISSÃO DE DIREITO DA TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

NOTÍCIAS

06.11.20   

Ferramentas tecnológicas para o Direito: metodologias ágeis, mediação online e marketing para advocacia são abordados na programação do II OAB Digital Summit

A programação noturna do primeiro dia do II OAB Digital Summit, que segue durante a sexta (06), trouxe para o debate algumas das principais ferramentas tecnológicas que têm sido utilizadas na área do Direito: Metodologias Ágeis - Aplicação Prática; Mediação Online Através de Plataformas ADRS e ODRS: O que é e Quando Utilizar? ; e Marketing Estratégicos para Advocacia - Fácil, Ético e Eficaz. 

O primeiro painel sobre Metodologias Ágeis - Aplicação Prática teve como palestrante o fundador e CEO do AgileTrends, principal hub de agilidade do Brasil, e professor na FGV Management nas áreas de Negócios Digitais e Gestão Ágil de Projetos, Dairton Bassi. Segundo Bassi, os métodos ágeis iniciaram na área da tecnologia, mas vêm se espalhando em diversos campos, inclusive na área jurídica. “Essas metodologias, esses processos e essas formas de trabalhar podem ser divididas em prescritivos e empíricos. Os prescritivos são processos que definem como deve acontecer cada etapa e são usados em ambientes controlados. Já os empíricos, se adequam melhor a ambientes complexos, pois há uma variabilidade, visto que as demandas e atividades evoluem constantemente”, iniciou a fala.

Bassi embasou sua apresentação em uma explicação didática da aplicação prática das metodologias ágeis e as formas que podem ser usadas no ambiente do Direito. As palestras ficarão gravadas e disponíveis na plataforma por 30 dias. Perdeu e quer assistir? Clique aqui e inscreva-se

O gestor jurídico, professional Scrum Master e Professional ProductOwner da Head of Legal, Leandro Gonzales, trouxe para a palestra alguns exemplos do case jurídico de aplicação das metodologias ágeis. “Demonstro aqui como conseguimos, na vida real, a tão sonhada agilidade. Houve uma decisão de se criar um escritório de advocacia, e somos um escritório com quase 40 advogados, não terceirizamos e somos um contencioso de massa trabalhista, só que dentro de uma empresa, então tenho a dificuldade da burocracia. Temos os desafios de escritório e fazemos mais de 400 audiências trabalhistas por mês, cada uma demora em torno de 3h. Por isso, no início tivemos muitas dificuldades de agilidade”, disse. 

Quer conhecer mais sobre esse case? Clique aqui!

Mediação Online através de Plataformas ADRS e ODRS: O que é e Quando Utilizar?

Apresentado pelo membro da Comissão de Direito da Tecnologia e Inovação da OAB/RS (CDTI), Adriano Blattes, o segundo painel da noite foi com a professora Juliana Goulart, que trouxe os métodos alternativos para resolução de conflitos para serem observados sob a ótica das inovações tecnológicas que têm chegado ao Direito. Membro consultora da Comissão Especial de Mediação e Conciliação do Conselho Federal da OAB, Juliana falou sobre dois elementos que interessam muito à advocacia quando o assunto é celeridade: métodos alternativos ao litígio e o uso de ferramentas virtuais para encontro entre as partes.

As ADRs (no inglês, Alternative Dispute Resolution) são as ferramentas que conhecemos: mediação; conciliação; arbitragem; e negociação. As ODRs (Online Dispute Resolution) são os mesmos meios, porém adaptados para plataformas digitais. “Já estávamos cercados por tecnologias, mas o contexto em que vivemos nos jogou ainda mais para os ambientes virtuais” contextualizou ela, que também explicou que as ODRs não substituem as ADR, mas apresentam novas possibilidades. “As vantagens dos métodos alternativos, como economia de custos para a solução do conflito, a confidencialidade, o exercício da autonomia da vontade das partes e maior satisfação na resolução, podem ser potencializadas pelas ferramentas virtuais. Nestas, também há a comodidade de conversar com a outra parte sem precisar se deslocar; há economia de tempo; e as partes podem se sentir mais confortáveis, estando em locais de sua escolha”, explicou.

Juliana, que também é mediadora, avisa que há desafios - tanto nos formatos que envolvem encontros presenciais - quanto nos que são realizados virtualmente. “Na mediação, por exemplo, o advogado ou a advogada tem um papel que vai além de ajuizar a ação, que é o de trabalhar pela solução do conflito. Isso exige empatia, imparcialidade, cordialidade e interesse. Nos formatos virtuais, além destes requisitos, é necessário saber se comunicar por vídeo; se preocupar com o lugar de onde vai fazer a transmissão; buscar uma forma acolhedora de se comunicar com as partes e saber se portar, mesmo com a distância, de forma que os envolvidos sintam-se confortáveis nos encontros”, ilustrou ela.

Marketing Estratégico para Advogados – fácil, ético e eficaz

Encerrando a noite, o painel Marketing Estratégico para Advogados – fácil, ético e eficaz, trouxe a professora e consultora em Gestão Legal, Juliana Pacheco e o Head e sócio fundador da In Company e professor da ESA - OAB/PR, Alexandre de Souza Teixeira. O membro da CDTI, Gustavo Rocha, foi o mediador do debate. Limitações éticas, fortalecimento da marca pessoal, estratégias de marketing, conhecer a sua persona (público alvo), planejamento, perfil de cada rede social, insights para temas em alta ligados à advocacia foram alguns dos assuntos de destaque do painel.

Juliana descreveu o que considera alguns pontos chave para iniciar no marketing jurídico: “Na estratégia de marketing, é fundamental conhecer para quem eu quero falar, quem eu quero atingir, definir a minha persona, a partir disso, nichar, definir quais assuntos vou tratar. Mesmo com as limitações éticas, temos uma infinidade de opções permitidas, mas precisamos entender, não apenas fazer por fazer”, aconselhou. Em sua fala, Juliana destacou também que muitos desistem por não verem resultados: “Ações de marketing precisam ser bem planejadas e bem realizadas para gerarem resultados positivos. Muitos escritórios têm conseguido esses resultados. Quem ainda está descrente e acha que não tem resultado precisa repensar algumas questões: você acertou no planejamento? Na definição da persona? O tipo de conteúdo é o certo para determinada plataforma? ”, indagou.

Teixeira corroborou com a colega: “A questão é forma versus conteúdo. É essa a equação que vai dar certo. Forma/plataforma: site, blog, redes sociais, newsletters, entrevista versus conteúdo: artigo, educacional, informativo”, destacou. O convidado falou, ainda, sobre a importância de investir em marketing e comentou sobre estratégias de Inbound Marketing para gerar oportunidades de negócios. “Todo mundo pode fazer, não existe limitação de dinheiro, pode haver uma limitação de tempo, mas é preciso definir prioridades. O marketing jurídico do escritório é fundamental para estabelecer a sua marca, gerar autoridade na sua área de atuação. Se você fizer uma comunicação de qualidade, você vai ter de volta uma imagem de qualidade”, reiterou.

II OAB Digital Summit

O II OAB Digital Summit, continua nesta sexta-feira (06). As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas através do hotsite exclusivo do evento totalmente virtual: www.oabdigitalsummit.com.br

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